segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Louco de Pedra

   


   O que estamos fazendo com nós mesmos? O que estamos fazendo da nossa existência? Quem é você? Isto! Você ai do outro lado da tela? Estranho né? Proponho-te uma aproximação, venha aqui, vamos conversar! Sim, conversar, pessoalmente. O que tenho para dizer, não é para ser dito nem visto por um computador, quero saber se você tem carne, têm ossos, sangue, pulmão, coração. O quê? Você também sente? Para! Não acredito, você é uma pedra falante.
  É fácil entender, compreender a loucura, estamos loucos, todos estão nos fazendo de loucos, você com certeza não irá compreender a minha enorme loucura, sim. Isto mesmo que você entendeu ou não, sou um louco, louco, louco. Envergonho-me por tudo, me envergonho por vocês, por eles, por elas, por mim, tudo está tão perdido, existem saídas? Onde, onde ficam? Saídas para este planeta? Saídas para este universo? Mentira, paraaa! Você mente, não existem saídas para este mundo tão mesquinho, tão podre, tão competitivo, tão desleal com a maior parte do bolo.
   Se existem, é segredo que é mantido longe, distante das pessoas que buscam um consolo, uma luz, uma razão para continuar acreditando que somos mais que seres parasitas que se agarram em um conjunto de crenças e atitudes que não justificam aquilo que um único homem que nos amou incondicionalmente fez por nós. Se existe estas saídas elas estão longe e somente a existência de um homem tão grande como aquele que nos ofereceu sua vida ou a volta do mesmo para nos curar dessa dolorosa doença da mediocridade e das aparências.