quarta-feira, 25 de abril de 2012

Podemos Fazer Mais

   Tem fases na vida pelas quais passamos, que muitas vezes perguntamos a nós mesmos se realmente somos úteis em alguma coisa. Não é aquela questão do menosprezo não, é apenas uma curiosidade por saber se colaboramos de uma forma positiva para algum acontecimento ou para qualquer pessoa que seja. É achar que fazemos pouco, e poderíamos fazer mais para o mundo. Tem tantas pessoas necessitando de coisas simples como uma palavra amiga, um minuto de atenção bem prestado, um ombro de apoio para salvá-las de suas tristezas, ou pelo menos para aliviá-las. Eu posso fazer mais!
   Acho que é normal sentir-se deslocado, meio perdido, pensando talvez estar no lugar errado e na hora errada. Mas ai me pergunto: Por onde começar? São tantas perguntas no ar, tantas dúvidas. Não é que queira me transformar na madre Tereza de Calcutá. Não é isso! Apenas tenho esse desejo como forma de ajudar a mim mesmo, não tem coisa melhor, sentimento mais gratificante do que aquele que você carrega quando descobre que ajudou alguém através de um simples gesto, ficamos sem palavras e estampamos em nossas faces um belo sorriso de ponta a ponta.
    É como se fossemos parte de um quebra-cabeças montado, e ali naquele conjunto de peças, você quando encaixado na parte certa tivesse cumprido o seu objetivo, ou como se você fosse aquela formiguinha que carrega a sua folhinha e blá blá blá blá blá blá aquelas coisinhas que cansamos de ouvir,(Rsrsrsrrsrs). Mas o fato é que o mundo é tão grande, são milhões e milhões de pessoas espalhadas por ele, e geralmente nos restringimos a pouco, somos meio que limitados, individualistas e quase que não pensamos no bem comum como prioridade. Eu particularmente assumo a minha condição. Penso ser alguma coisa, mas, não tudo. Então gente, vamos olhar para dentro e enxergar que podemos ir além, não duvidemos de nossas capacidades. Eu posso, tu podes, juntos podemos!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Por Carta

   

   Por mais que sofra com as marcas das cicatrizes em meu corpo estampado ainda me lembro! Não sei definir se ainda o amo, mais dói quando em minha mente, meus sentidos e meus desejos rola uma reprise dos teus toques, do teu apoio e dos teus beijos.É difícil olhar para trás e ver que tudo o que tinha hoje já não tenho mais, travesseiros e edredons não substituem a maciez de sua pele e a suavidade de sua voz alcançando os meus ouvidos.
  O encontro de nossas almas foi o principio de viver num paraíso, onde o mais terrível dos acontecimentos não me tocavam, simplesmente porque ali você existia me confortando ou me cobrando. Me sentia completo, desfrutava dos prazeres de uma união mesmo que mentalmente estabelecida, era melhor que nada, a distância não me impedia de estar ligado em você a maior parte do meu dia, presente em mim você atiçava os meus pensamentos.
  A gente discutia e se entendia, era você que fazia parte de mim, era você que morava em meus sonhos, e como os sonhos que acabam com o despertar, você se foi, me deixou saudades. As coisas quando não tem que acontecer não acontecem, deveria ser assim também em relação ao que sentimos, quando não tem que ser que acabasse naquele instante, que acabasse tudo de vez. Talvez não existiria a dor e o sofrimento para as duas partes.
  Mas, infelizmente não é assim, embora, a dor que tanto nos machuca é a mesma que nos educa, ela nos ensina de alguma forma. Muitos corações de pedra já foram corações sensíveis ao simples toque de uma pena. Não existe uma coisa sem outra, condições sem explicações, tem coisa que nos leva a adotar formas brutas como a firmeza das rochas, esperando ser destroçada pela aparente fraqueza das águas, assim é a vida! 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Contrariedades



   Pegando carona na onda da fotógrafa Hana Pesut, que teve a brilhante ideia de inverter as vestimentas tradicionais de homens e mulheres, como forma de criação de novos conceitos inimagináveis no mundo da moda, coisa bastante natural nesse meio, levanto aqui algumas questões que já fazem parte do mundo contemporâneo. O que na moda pareceu algo surreal e curioso de se ver, no dia a dia é cada vez mais comum presenciar os papéis de práticas masculinas e femininas passando por essa transformação.
  Não muito tempo atrás, serviços de homens e mulheres eram bastante definidos no mundo trabalhista, o machismo como ato aceitável dominava os lares pelo o mundo afora, só que este fato graças à determinação e a luta nada fácil das mulheres está fazendo parte de um passado cheio de repressão e desconfianças de suas capacidades, o "clube da luluzinha", está fazendo bonito e passando por cima de todos os tipos de preconceitos.
   Seja na construção civil, operando diversos tipos de máquinas e até mesmo no futebol, elas estão mostrando que aquilo que dizíamos serem coisas de homens, também são coisas delas, e vice-versa. Todos sabem que clínicas e salões de beleza estão sendo cada vez mais frequentados pelo o universo masculino, o que ao ver de muitos homens era uma frescuragem por parte delas (Depilação, uso de diversos tipos de cremes, enfim, vários métodos de cuidados com a beleza), hoje, esses costumes já estão fazendo parte da vida de muitos machos.
   Com isso, não podemos julgar as pessoas pelo o que elas parecem ser e sim pelo o que elas podem fazer, essas trocas de experiências do universo masculino e feminino podem ensinar ambos, muitas coisas, acima de tudo como viverem melhor, o fato é que entre a disputa histórica do azul e rosa, tudo se mistura e todos se gostam, não temos motivos para inventar competições, sendo que temos a possibilidade de trabalharmos e vivermos unidos, afinal de contas, a união não faz a força?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Conversando com os Astros


 

  Ultimamente estou vivendo algumas experiências que me fez publicar esse novo post como forma de prestar minhas homenagens a maior caixa de segredos que existe, isto segundo os meus conhecimentos. Tenho certeza que alguns de vocês que neste momento estão lendo este texto irão concordar comigo. Tem alguma coisa neste mundo mais carregado de confidências do que o céu? Creio que não. Olhar para o céu e trocar ideias com a lua, as estrelas, o sol ao nascer pela manhã me enche de esperança, de sonhos e me renova.
  É uma forma tão aconchegante de desabafar quanto escrever, simplesmente amo. Fico ali meio que como um louco, tentando enxergar soluções através de possíveis códigos desenhados entre estrelas e nuvens, achando que as respostas dos meus problemas irão aparecer num passe de mágica, sem falar nas minhas perguntas pra lá de complicadas, aquelas que só a gente sabemos que temos e mais ninguém, tirando é claro a família céu que tem o dom e a paciência de te escutar calado sem responder as nossas importantes e problemáticas baboseiras.
  Aquela confiança inspiradora age como uma força magnética que nos desperta a vontade inexplicável de nos comunicar com os astros, de certa forma nos entregamos ao diálogo seguro pois ali o que é dito não é passado através de correntes compostas pelos terríveis fofoqueiros de plantão que nasceram para incomodar nossas vidas, especificamente a nossa paciência. Nos abrir mesmo que seja com algo que não nos dá respostas prontas faz bem a nossas almas, são esses momentos que nos faz encontrar uma identidade secreta que muitas vezes não sabemos ou não queremos mostrar aos outros que temos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Lado Belo da Escuridão









   Quando trabalhamos com amor tudo flui, tudo caminha a passos largos, ao ponto do trabalho deixar de ser algo maçante para se tornar algo prazeroso, algo que nos acalma e que nos dá orgulho, imagina quando se tem uma deficiência que na teoria impossibilitaria a gente de desenvolver determinado trabalho e essa deficiência se torna  um mero detalhe que na realidade não afeta o andamento das coisas, pois acima de qualquer deficiência existe vocação, existe dedicação e empenho, o amor é capaz de tornar possível o que seria impossível, essa é a sua força!
   Com a americana Amy Hildebrand foi assim, sua deficiência visual em função do albinismo não impediu que ela se graduasse em artes e pudesse fazer isto, que são verdadeiras pinturas retratadas através de seus flashes. É arte em todos os sentidos, seu trabalho é uma arte, sua vitória é uma arte. Como uma pessoa que não tem a mesma capacidade de visão de outras consegue oferecer aos olhos alheios tamanha beleza e despertar com essa belezas um sentimento de simplicidade e suavidade?
  É mágico! Deixa a entender que não é a pessoa que escolhe o dom, o dom que escolhe a pessoa, será que é isto? Será que nascemos com aptidões desconhecidas e que são reveladas quando a vida resolve nos testar? Pode ser. O fato é que o seu trabalho preenche vazios e silêncios, quebra tabus e preconceitos a respeito das limitações de um individuo, embora, creio que quem faz as limitações somos nós, tem muita gente "capaz" se privando das ações mais simples. Vamos despertar dessa acomodação!



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Linha do Tempo


Vista Parcial


Vista Parcial


Vista Parcial


Igreja Matriz


Fazenda Sossego 

  

   Tem algumas coisas que caem no colo da gente meio que sem explicação, assim foi a cidade de Comercinho-MG para mim, sendo natural de Osasco, vivi alguns anos naquela cidade dormitório localizada na região metropolitana do estado de São Paulo, mas, como Deus prepara uma missão ímpar na vida de cada um de nós, logo fui deslocado pelos bons ventos para terras distantes, sendo filho de imigrantes mineiros, meus pais comportaram como bons filhos que para casa retornam.
   Ganhei um bom lugar no vale do Jequitinhonha que me fez conhecer o que era a verdadeira cultura de Minas, a terra dos montes, de belas paisagens e pessoas hospitaleiras, fiz minha segunda parada em uma cidade chamada Medina, cidade que também carrego no coração em função de momentos felizes vividos por lá, a Medina de Leandro, a Medina minha, a Medina de toda a população ali instalada e ausentes, não esquecerei de partes da minha infância na rua Santo Antonio, próximo da Olegário Maciel, bons tempos!
  Só que a divindade tinha reservado pra mim algo desconhecido, distante daquela Medina apenas 42Km, um lugar tão igualmente especial como aqueles pelos quais passei, uma cidade maravilhosa, que escondia em seu pequeno tamanho, grandes amizades e pessoas que colaboraram de forma direta ou indireta  com a minha evolução, de nome um pouco engraçado, essa cidade já abre sorrisos só de citar seu nome e tudo que gera sorrisos gera alegria, conheci e literalmente colei na cidade de Comercinho.
  Um lugar de curiosidades mil, bem interior mesmo, quem mora aqui tem o prazer de desfrutar da tranquilidade de suas pracinhas e dos bons papos que rolam nas esquinas aquecidas com aquele bom cafezinho que apimentam as novidades que rolam em lugarejos como esses, Comercinho é assim! Apesar de tantas carências que aqui existem como acontecem em qualquer outra cidade, as pessoas aqui vivem bem, superando as dificuldades impostas por várias circunstâncias de uma forma firme, forte e feliz!